Neste post
Em resumo: profissionais de TI norte-coreanos são contratados por empresas para trabalho remoto, usando identidades roubadas e fotos trocadas por IA. O notebook da empresa é enviado a um cúmplice que o mantém online no local da vaga: uma "fazenda de notebooks". Uma mulher do Arizona, Christina Chapman, mantinha uma em casa: mais de 90 notebooks foram apreendidos, 309 empresas dos EUA foram fraudadas e o esquema rendeu mais de US$ 17 milhões a ela e à Coreia do Norte. Ela foi condenada a 102 meses. Em setembro de 2026, o FBI fez buscas em mais de 40 casas no Texas. A correção: ver o candidato na câmera mais de uma vez, com o documento na mão, e ficar de olho em ferramentas de acesso remoto.
A entrevista
O FBI: "North Korean IT workers have been observed using artificial intelligence and face-swapping technology during video job interviews to obfuscate their true identities." (Profissionais de TI norte-coreanos foram vistos usando inteligência artificial e tecnologia de troca de rosto em entrevistas de emprego por vídeo para ocultar suas verdadeiras identidades.)
As próprias identidades são roubadas. Microsoft Threat Intelligence: "North Korean IT workers appear to conduct identity theft and then use AI tools like Faceswap to move their pictures over to the stolen employment and identity documents." (Profissionais de TI norte-coreanos parecem cometer roubo de identidade e depois usar ferramentas de IA como o Faceswap para passar suas fotos para os documentos de trabalho e de identidade roubados.)
O notebook vai para uma casa nos EUA
A Microsoft de novo: "Once hired, the remote workers direct company laptops and hardware to be sent to the address of the accomplice. The accomplice then either runs a laptop farm that provides the laptops with an internet connection at the geo-location of the role or forwards the items internationally." (Depois de contratados, os profissionais remotos fazem com que os notebooks e o hardware da empresa sejam enviados para o endereço do cúmplice. O cúmplice então ou mantém uma fazenda de notebooks que dá aos notebooks uma conexão de internet na geolocalização da vaga, ou despacha os itens para o exterior.)
Uma casa no Arizona
Um dos casos é o de Christina Chapman. Segundo o comunicado do Departamento de Justiça dos EUA (publicado pelo IRS-CI): "Chapman operated a 'laptop farm' where she received and hosted computers from the U.S. companies at her home, deceiving the companies into believing that the work was being performed in the United States." (Chapman mantinha uma "fazenda de notebooks" onde recebia e hospedava em casa computadores das empresas dos EUA, levando as empresas a acreditar que o trabalho estava sendo feito nos Estados Unidos.)
A escala: "More than 90 laptops were seized from Chapman's home following the execution of a search warrant in October 2023." (Mais de 90 notebooks foram apreendidos na casa de Chapman após o cumprimento de um mandado de busca em outubro de 2023.)
309 empresas, US$ 17 milhões
"The case involved one of the largest North Korean IT worker fraud schemes charged by the Department of Justice, with 68 identities stolen from victims in the United States and 309 U.S. businesses and two international businesses defrauded." (O caso envolveu um dos maiores esquemas de fraude com profissionais de TI norte-coreanos já denunciados pelo Departamento de Justiça, com 68 identidades roubadas de vítimas nos Estados Unidos e 309 empresas dos EUA e duas empresas internacionais fraudadas.)
O dinheiro passava por ela: "Chapman received and forged payroll checks in the names of the stolen identities used by the IT workers and received IT workers' wages through direct deposit from U.S. companies into her U.S. financial accounts." (Chapman recebia e falsificava cheques de salário em nome das identidades roubadas usadas pelos profissionais de TI e recebia os salários deles por depósito direto de empresas dos EUA nas suas contas americanas.)
No total: "The scheme generated more than $17 million in illicit revenue for Chapman and for the Democratic People's Republic of Korea (DPRK or North Korea)." (O esquema gerou mais de US$ 17 milhões em receita ilícita para Chapman e para a República Popular Democrática da Coreia (RPDC ou Coreia do Norte).)
Nem todo notebook ficou nas prateleiras dela: "Chapman also shipped 49 laptops and other devices supplied by U.S. companies to locations overseas, including multiple shipments to a city in China on the border with North Korea." (Chapman também enviou 49 notebooks e outros dispositivos fornecidos por empresas dos EUA para o exterior, incluindo vários envios para uma cidade da China na fronteira com a Coreia do Norte.)
102 meses
"An Arizona woman was sentenced today to 102 months in prison for her role in a fraudulent scheme that assisted North Korean Information Technology (IT) workers posing as U.S. citizens and residents" (uma mulher do Arizona foi condenada hoje a 102 meses de prisão por seu papel em um esquema fraudulento que ajudava profissionais de Tecnologia da Informação (TI) norte-coreanos a se passar por cidadãos e residentes dos EUA).
Ainda acontece
Em 13 de outubro de 2026, o Departamento de Justiça informou: "Between Sept. 21 and Sept. 25, the FBI conducted searches and other law enforcement action at over 40 residences in Texas known to be, or suspected of operating as, laptop farms." (Entre 21 e 25 de setembro, o FBI fez buscas e outras ações policiais em mais de 40 residências no Texas que funcionavam, ou eram suspeitas de funcionar, como fazendas de notebooks.)
Descobertos, eles extorquem
O FBI: "After being discovered on company networks, North Korean IT workers have extorted victims by holding stolen proprietary data and code hostage until the companies meet ransom demands." (Depois de descobertos nas redes das empresas, profissionais de TI norte-coreanos extorquiram vítimas mantendo dados e código proprietários roubados como reféns até que as empresas atendessem às exigências de resgate.)
A correção
- Na câmera, mais de uma vez. Microsoft: "Ensure the potential employee is seen on camera during multiple video telecommunication sessions." (Garanta que o possível funcionário seja visto na câmera em várias sessões de videochamada.)
- Documento na frente da câmera. Microsoft: "During video verification, request individuals to physically hold driver's licenses, passports, or identity documents up to camera." (Na verificação por vídeo, peça que a pessoa segure fisicamente a carteira de motorista, o passaporte ou documentos de identidade diante da câmera.)
- Fique de olho em ferramentas de acesso remoto. O FBI: "Monitor and investigate unusual network traffic, to include remote connections to devices or the installation/presence of prohibited remote desktop protocols or software." (Monitore e investigue tráfego de rede incomum, incluindo conexões remotas a dispositivos ou a instalação/presença de protocolos ou softwares de área de trabalho remota proibidos.)
Um aviso a quem hospeda
Em junho de 2025, Brett Leatherman, da Divisão Cibernética do FBI, disse: "Let the actions announced today serve as a warning: if you host laptop farms for the benefit of North Korean actors, law enforcement will be waiting for you." (Que as ações anunciadas hoje sirvam de aviso: se você hospeda fazendas de notebooks em benefício de agentes norte-coreanos, a polícia estará esperando por você.)
Fontes
- FBI, PSA 250123: North Korean IT Workers Conducting Data Extortion, 23 de janeiro de 2025
- Microsoft Threat Intelligence, Jasper Sleet: North Korean remote IT workers' evolving tactics to infiltrate organizations, 30 de junho de 2025
- IRS-CI (comunicado do DOJ), Arizona woman sentenced for $17M information technology worker fraud scheme that generated revenue for North Korea, 24 de julho de 2025
- Departamento de Justiça dos EUA, ações coordenadas em todo o país contra profissionais remotos de TI norte-coreanos, 30 de junho de 2025
- Departamento de Justiça dos EUA, ações coordenadas que afetam mais de 70 empresas dos EUA, 13 de outubro de 2026
O vídeo é animado com código, e o roteiro foi escrito com ajuda de IA; cada número acima foi conferido com as fontes. Ilustrativo: os rostos e os documentos (não são pessoas reais), a entrevista com falhas na imagem, a casa e suas prateleiras, e o ícone de acesso remoto. Este post explica o risco e a correção, não como os profissionais se conectam. O vídeo está em inglês. Feito com o Shotloop, meu app gratuito para Mac de explicativos feitos com código, corrigidos uma cena de cada vez.
